Quem teve destaque e forte espaço no cenário econômico no ano passado foram os fundos multimercado. A gestora independente Logos Capital, especializada em estratégias “total return”, contabilizou o ano registrando rendimento de 116,1% na categoria multimercados livres.
Com R$ 470 milhões sob gestão e uma única estratégia de ações, o fundo é dividido em dois produtos similares: o total return (R$ 330 milhões) e o long biased (R$ 140 milhões). O fundo mais antigo da gestora é o total return, já o long biased é mais recente, e é o core position do próprio Total Return, que também se utiliza de outros ativos para ter uma geração de alpha adicional.
Com mais de nove de existência, o total return obteve 85% de rentabilidade nos últimos três anos no segmento bolsa. O diferencial da gestora está em investimentos como ações de saneamento, construtoras, empresas de TI, consumo entre outras. A grande procura de investidores por esse tipo de aplicação é a alta rentabilidade e no ano passado os meses de janeiro (25,6%), dezembro (20,2%) e junho (17,2%) foram os que tiveram melhores performances.
A fórmula de sucesso da casa está na gestão de estratégias total return que tem o objetivo de obter retornos descorrelacionados através de posições concentradas em teses assimétricas e focada em ações. Além disso, a gestora é formada por profissionais com longa experiência no mercado financeiro local e internacional. Os sócios têm parte relevante do patrimônio investido nos fundos. “Isso mostra o comprometimento da casa com os mais de dois mil investidores. Não queremos ser o maior fundo, mas sim o melhor fundo do Brasil”, ressalta Ricardo Vieira, COO da gestora.
Estratégias e diferenciais da gestora
Em fevereiro de 2018, a mineradora Vale estava precificando implicitamente a US$ 55 o minério de ferro, porém a curva futura estava muito acima disto. Com esse cenário, a gestora apostou na estratégia de negociação “pair trade”, considerando que a Vale tem um produto diferenciado, com qualidade superior e prêmio em relação ao minério. Depois de nove meses, o investimento foi desfeito com ganho de quase 900 pontos. Quando a curva futura de minério cedeu de forma substancial, a gestora manteve o investimento apenas na Vale.
Outro case de sucesso da Logos foi com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que estava com valor de mercado baixo e possível privatização. Ao longo de 2019, esta possibilidade foi se concretizando, a gestora reduziu a participação e o cenário foi se materializando. Em uma possível privatização, a Logos acredita que a Bolsa pode negociar as ações com valor bem acima, o equivalente a pelo menos R$ 70.
Perfil da Equipe
Pedro Guerra é o Chairman e já foi ex-vice-presidente do Citibank e da ANBIMA.
Luiz Guerra com passagens pelo Merril Lynch, GP Asset, Quest Investimentos e Indie Capital
Ricardo Vieira é o COO da gestora e conta com expertise na área. Como analista teve passagens pela Dresdner, LCA Macro, Quest Investimentos, Mirae Asset e Indie Capital.
Rodrigo Svirksy é o gestor de Macro e com passagens pelo BTG, Itaú, Mauá, Squanto e Octante.
Caracterísitcas do Fundo
Taxa de Administração: 2,00% a.a
Taxa de Performance: 20,0% sobre o que exceder 100% do CDI
Linha d´água: Sim
Cotização de Aplicações: D+1
Cotização de Resgates: D+30
Pagamento de Resgates: D+2
Aplicação Inicial Mínima: R$ 10.000
Movimentação mínima por Investidor: R$ 1.000
Saldo mínimo de manutenção: R$ 1.000



















