Como já foi amplamente divulgado, 2023 começa com mudanças no mercado de renda fixa. A partir de agora, debêntures, CRIs, CRAs e títulos públicos federais negociados no mercado secundário serão marcados a mercado.
O que isso significa?
Os valores serão ajustados diariamente e o investidor acompanhará quanto receberia caso optasse por vender os ativos antes do vencimento.
Como era antes?
A grande maioria das instituições financeiras usavam o modelo de marcação pela curva, sem reflexo das variações diárias e a rentabilidade apresentada leva sempre em consideração a taxa contratada.
E qual modelo é o melhor?
Chegamos ao ponto central desse texto. Há muitos defensores do modelo de marcação a mercado, pois é mais transparente e reflete o valor do título no momento presente. Deste modo, é possível identificar oportunidades de compra ou venda antes do vencimento. Por outro lado, para aquele investidor que vai carregar o título até o vencimento, o modelo de marcação pela curva é uma opção interessante para evitar os impactos psicológicos decorrentes das oscilações tão frequentes no mercado financeiro.
Vale destacar que somente os investidores qualificados podem solicitar que seus títulos permaneçam sendo marcados na curva. Conhecer as vantagens e as desvantagens de cada modelo é importante para escolher o que mais se adequa aos seus objetivos de investimento. No entanto, o aspecto comportamental é fundamental para uma escolha mais assertiva. Além do mais, são nos momentos de oscilações do mercado, especialmente para baixo, que muitos investidores tomam decisões equivocadas.
O megainvestidor Warren Buffett fala que “a qualidade mais importante para um investidor é o temperamento, não o intelecto”. É por esse motivo que podemos dizer que não há o melhor modelo, mas o modelo que mais se adequa a cada perfil. Para o investidor que prefere fazer as movimentações por conta própria, é essencial conhecer bem as novas regras. Para os investidores que utilizam assessoria/consultoria, além de saber das mudanças, é ainda mais crucial ter um relacionamento transparente, imparcial e livre de conflitos de interesses.
Em um contexto complexo em que vivemos atualmente, tomar boas decisões ou encontrar os profissionais certos para ajudar nas escolhas é fundamental quando o assunto é investimentos.
Joel Rodrigues
Relationship Officer na Astor Capital





















