O ESG só gera retorno consistente quando deixa de ser uma iniciativa periférica e passa a integrar a estratégia central do negócio. Empresas que tratam a sustentabilidade apenas como ação reputacional tendem a acumular custos sem capturar valor; já aquelas em que a alta liderança assume o tema como prioridade de gestão transformam práticas ambientais, sociais e de governança em eficiência operacional, redução de riscos e vantagem competitiva sustentável.
O contexto atual acelera essa mudança. Pesquisa global da Workiva com 1.600 executivos revela que 97% dos gestores e 96% dos investidores acreditam que integrar dados financeiros e de ESG fortalece o desempenho das organizações, e 83% dos executivos brasileiros afirmam que essa integração será decisiva para o sucesso dos negócios nos próximos anos.
Para Camila Gomes, administradora e mentora executiva, o ponto de virada está no envolvimento direto da liderança. “O ESG só funciona quando entra na agenda do C-level com metas claras, incentivos alinhados e acompanhamento contínuo. O que não está na meta e na remuneração variável dificilmente vira prioridade real dentro da empresa”, afirma. Segundo ela, alinhar o ESG a incentivos executivos e a uma disciplina de gestão é o que permite sair do discurso para resultados concretos.
Quando a liderança assume o protagonismo, o ESG passa a operar como gestão do dia a dia: indicadores relevantes, responsáveis definidos, orçamento alocado com lógica de retorno e governança baseada em dados. “Não é campanha; é rotina. Quando o CEO e a diretoria tratam o ESG como disciplina de gestão, a empresa toma decisões mais assertivas e constrói resultados mais sólidos no longo prazo”, conclui Camila Gomes.





















