Mesmo o comércio e agricultura ainda respondendo por grande parte dos empregos, fora da capital, novos empreendimentos vão impactando a geração de mão de obra em cidades do interior.
No Ceará, construções de usinas fotovoltaicas, por exemplo, atraem trabalhadores de diversos níveis de qualificação. Uma nova realidade com impacto direto na economia local e na renda das famílias.
O município de Jaguaruana, por exemplo, na Região do Jaguaribe, deve receber seu primeiro empreendimento. A previsão das obras é para o início de 2023. Batizado de Complexo Arapuá, o conjunto de usinas fotovoltaicas com potencial de 500 MWp (Megawatt pico). O investimento de R$1,7 bilhão é da empresa pernambucana Kroma Energia e deve atrair cerca de 1.500 empregos diretos e 400 indiretos.
Oportunidades profissionais
As vagas geradas pela Kroma contemplam profissionais voltados para montagens (trackers e módulos fotovoltaicos), eletricistas e auxiliares, engenheiros, técnicos e mecânicos especializados, por exemplo. Pelo porte do negócio também devem ser gerados empregos indiretos ligados aos setores de hospedagem, transporte e alimentação. A maioria das posições não vão exigir formação, no entanto, contratações de especialistas em áreas de elétrica, segurança e meio ambiente, estão previstas.
Após a construção são estimados 40 profissionais, fixos, para manter o empreendimento. De um modo geral a ideia é que a Kroma traga de fora apenas os gestores. O restante da mão de obra será preferencialmente local.
Em 2018, a Kroma Energia construiu o Complexo Apodi, em Quixeré, num investimento da ordem de R$700 milhões. Em 2025, a empresa voltará ao mesmo município para implantar o Complexo Frei Damião (potencial de 192 MWp), movimentando novamente o mercado de trabalho da região.
Os investimentos da empresa, no Ceará, com os Complexos Apodi, Arapuá e Frei Damião, juntos, devem ultrapassar os R$2,8 bilhões.
As informações são do Grupo Kroma Energia.