Em 2019, Isabela fez participação especial no show de seu conterrâneo Almério, no Ecléticos Livre Festival, realizado em Fortaleza e, recentemente foi elogiada por Alceu Valença numa entrevista
Em um mundo cada vez mais encolhido pela tecnologia é difícil um grande artista demorar a ser descoberto por todos. Isabela Moraes, porém, é exceção a várias regras e lança seu novo disco “Estamos Vivos”. Já disponível em todos os aplicativos de música, o álbum chegará em breve também em CD e trata-se do primeiro lançamento em escala nacional da cantora e compositora.
“Estamos Vivos” é único e traz de tudo um pouco: timbres brasileiros, guitarras com distorção, virtuosos violões, um pouco de folk, violoncelo e sintetizadores. O material foi inteiramente escrito por Isabela Moraes, que contou com um time à sua altura para que o instrumental fizesse jus aos vocais. Para isso, Rafael Ramos coassina a produção do trabalho ao lado de Juliano Holanda. Antonio Adolfo, responsável por clássicos como “Sá Marina” e “BR-3” ao lado de Tibério Gaspar, toca piano com a mesma criatividade que construiu-lhe reputação e Marcelo Jeneci assume uma bem executada função de tocar sintetizadores, acordeon e piano elétrico, contribuindo também com vocais que domina tão bem. Rapha B (bateria), Rogê Victor (baixo), Gilú Amaral (percussão), Lui Coimbra (violoncelo) e Holanda (guitarra e violão) completam a lista de instrumentistas.
As 11 músicas do repertório têm força do começo ao fim. Para tanto, Isabela e seu time valeram-se de uma sinestesia que conecta versos, imagens, timbres e acordes. Isso pode ser notado, por exemplo, em “Quem Disse”, cujo “arranjo surge forte da guitarra, do piano, do baixo e da bateria como que repetindo, batendo numa tecla, o grito de protesto que descreve a letra da canção”. Já “Pra Nos Perdoar”, que fecha o disco, traz um “baixo inicial, preludiando todo esse apelo ao amor que vem a seguir e é a personalidade que rege essa canção. O violoncelo entra com uma elegância dando um tom de beleza a toda dor cantada pela letra, pela guitarra e pela bateria”, explica a artista.
Prestes a completar seus 40 anos, Isabela acumula mais de três décadas dedicadas à música, tendo a oportunidade de desenvolver, nesse tempo, sua técnica e sensibilidade autoral e chegar com tudo. A pernambucana de Caruaru já lançou dois álbuns regionalmente mas sua crescente notoriedade levou-a à Deck para um debut de longo alcance. Antes disso, a cantora e compositora já havia sido elogiada publicamente por Alceu Valença e teve canções gravadas por nomes como Almério — pernambucano que interpretou músicas de Isabela em diferentes álbuns e já se apresentou no Rock In Rio ao lado de Johnny Hooker e Liniker — e Mariana Aydar. “Nesses anos ficava agoniada dela não ter um disco pra todo mundo sentir o que eu sentia vendo e ouvindo ela cantar. Esse tempo de espera acabou! Belinha é vida, Belinha canta as dores do sertão mais profundo — dores de todo mundo — e alegra com seus ‘rasta’ pés e nos faz pensar. É uma compositora-camaleoa, mas sempre com sua própria pele — pele fina que deixa a gente entrar e desfrutar”, comentou a parceria artística e amiga Mariana.
Sem medo de arriscar e seguir sua intuição, Isabela Moraes optou por não alterar seu cronograma por conta da pandemia de Covid-19. Desse modo, ela já lançou os singles “Ao Redor do Sol” e “Tempo de Esperas” — o último com direito a um criativo clipe gravado em quarentena. Num momento delicado onde a arte vem sendo importante ferramenta de elevação da moral e ânimo,
“Estamos Vivos” faz jus ao nome e entrega aos fãs da boa música brasileira uma oportunidade ímpar de se inspirar e conhecer uma artista completa, que não parará por aí.
Mais:
Clipe “Tempo de Espera” – https://youtu.be/w03qWiTrH_w
O Cd “Estamos Vivos” – https://promo.theorchard.com/bIoiKdPNA2tIFd3v3Xzm
Instagram: @isabelamoraescantora




















