Já passou o tempo em que as mulheres eram meras donas de casa e criadas apenas para cuidar de marido, casa e filhos. Seja no mundo corporativo, nas artes ou no esporte, as mulheres estão cada vez mais fora de casa. Com o mundo automobilístico essa tendência não é diferente. Os carros e a paixão por dirigir e aventuras em quatro rodas estão ganhando muito espaço no universo feminino. É o caso da Analista de Gente e Gestão da Ambev Nauana Dorigon, que transformou a sua paixão pelos aceleradores na maior aventura da sua vida: atravessar o Brasil numa viagem de carro de mais de vinte dias, parando em cidades turísticas e pontos que até então ela nunca tinha ouvido falar!
Nauana conta detalhes da sua viagem e como tem :
Quando surgiu sua paixão por dirigir carros?
Eu sempre gostei de velocidade. Lembro que meu pai tinha uma moto e praticava moto-velocidade. Eu sempre gostei de carro. De Fórmula 1. Eu gosto de estrada de chão, entrar num carro de corrida e andar nele. Eu sempre gostei de dirigir e dessa parte de velocidade e adrenalina.
Como surgiu a ideia de viajar pelo Brasil de carro?
Eu trabalhava em Curitiba, como Analista de Gente da Ambev. Resolvi, depois de um tempo comprar meu carro. Logo depois que comprei, fui promovida para ser Gerente de Gente da empresa em Fortaleza. Quando fui fazer o orçamento para mandar o meu carro para lá, vi que não valeira à pena. Eu poderia fazer uma ‘senhora’ viagem com o meu carro por esse preço. Eu pensei até em vender o carro, mas eu tinha acabado de comprar, se eu fosse vender, iria perder dinheiro e se fosse mandar por cegonha, também perderia dinheiro. Aí pensei, por que não ir de carro? Eu tenho 30 dias de férias.
Como foram os primeiros dias de viagem?
Eu planejei tudo. Estabeleci algumas regras de não dirigir mais que 400km e não dirigir até às 4h30. Liguei para uma amiga que estava no Rio de Janeiro e perguntei quanto tempo ela iria estar no Rio. Fui ao encontro dela. Parei primeiro em Maringá para ficar uma noite com amigos. Fui para São Paulo, parei também lá uma noite. Então, fui para o Rio porque não conhecia, para depois ir pelo litoral. Passei alguns dias no Rio e convenci minha amiga para irmos a Búzios e Cabo Frio. Conhecemos uma outra menina, que era de Maceió, daí já havia traçado que também iria para Maceió por conta dessa menina. Depois de ver tanto mar no Rio e em São Paulo, pensei que poderia passar por Minas Gerais, para ver o que havia de diferente. Fui pesquisar e vi que MG tinha muita cachoeira. Como eu não tinha data certa, eu perguntava para as pessoas o que era bacana para conhecer. Fui para Cachoeiro do Itapemirim, terra de Roberto Carlos, coisa que eu nem sabia. De lá fui indo para o Nordeste.
E como foi a estada nos primeiros lugares no Nordeste?
Já estava entrando na Bahia e lá não sabia onde parar. Disseram para eu conhecer Itacaré, que era uma vila muito graciosa. Resolvi ir para lá, mas antes dormi em São Mateus e passei em Porto Seguro, vi o Monte Pascoal. Eu iria ficar um dia em Itacaré e fiquei três porque me apaixonei pelo lugar. Então, se eu chegava num lugar e gostava, eu ficava mais.
Você chegou a se perder?
Fiquei dois dias em Salvador, de lá fui para Aracajú. De Aracajú, foi o maior perdido que aconteceu de toda a história. Quando eu fui sair de lá eu queria fazer o sandboard, procurei a duna, coloquei direitinho no GPS. Só que chegando perto de lá, a rodovia estava interditada por vários policiais porque estava havendo uma manifestação do MST, e me aconselharam para ir por outro caminho. Eles me disseram que pegasse uma estradinha de chão e que demoraria um pouquinho. Coloquei o carro na areia. Fiquei com medo de atolar, mas fui mesmo assim. Quando cheguei perto da duna, outra barreira policial. Então pensei em seguir viagem. Quando coloquei no mapa, para seguir viagem para Recife, vi que eu precisa voltar, e eu sou uma pessoa que odeia voltar então perguntei ao policial se eu poderia ir por dentro, ele disse que sim, mas que não era BR, era estrada de chão e você vai sair na Cidade das Flores.Então resolvi seguir a estrada de chão.
Como foi o traçado de rota?
Depois de estabelecidas as regras, fui traçando o tempo de estada dependendo também se eu gostava do local. Se eu gostasse eu ficava mais de um dia. Tudo dependia do lugar que eu estivesse.
Valeu à pena ter trocado o avião pelo carro?
Pegar essa estrada foi a coisa melhor que eu fiz. Foi onde eu vi os lugares mais lindos do Brasil. Locais inabitados, sem ninguém, com várias petrolíferas. Eu passava realmente do lado daquelas bombas que tiram o petróleo. Eu pensava que não estava no Brasil, aquelas praias não eram do Brasil! O mar daquela cor, a areia daquela cor, o coqueiro daquela cor, era algo que eu nunca tinha visto na minha vida, porque as praias do sul não são assim, não são paradisíacas como as daqui. Eu fiquei encantada!
- postado por Oswaldo Scaliotti




















