A atenção centrada no colaborador de uma empresa tem tudo para não ser apenas uma tendência momentânea. Cada vez mais organizações começam a perceber que observar e entender as vivências dos seus funcionários é um diferencial competitivo, e também um movimento irreversível. Tanto que até mesmo as nomenclaturas se atualizam, para tornar as relações mais próximas e humanizadas.
O cargo de RH, por exemplo, ganhou um novo nome na Acal: guardiã da felicidade. Quem o ocupa é a Érica Afonso, psicóloga e mestre em Sociologia, que lidera o setor de Recursos Humanos, conhecido na empresa como “Gestão da Felicidade que Encanta” (GFE). “Nós fizemos uma pesquisa de mercado, que nos mostrou um diferencial competitivo da empresa, o relacionamento com o cliente. Então, para nós ficou muito claro que só conseguiríamos manter esse resultado de encantamento junto aos consumidores dos nossos produtos se o nosso colaborador estivesse encantado com a marca Acal”, explica a guardiã da felicidade.
A empresa, que já tinha um setor de RH consolidado há 15 anos, adotou novas ações para fortalecer o engajamento e alinhamento com o principal cliente, que são os colaboradores. “Implementamos plano de cargos e carreiras, programa de participação nos resultados, avaliação de desempenho, e reformulamos até mesmo a missão e visão da empresa, tendo o encantamento presente em tudo que fazemos”, acrescenta.
Outras nomenclaturas conhecidas no âmbito da Gestão de Pessoas foram rebatizadas: o processo de recrutamento e seleção de pessoal virou “Acolhendo Pessoas”; a fase de treinamento e desenvolvimento com avaliação do desempenho é chamada de “Desenvolvendo e Encantando Pessoas”; os projetos de qualidade de vida e endomarketing são “Encantamento”; e o plano de cargos, carreiras e salários é intitulado de “Aplicando e recompensando pessoas”.
Dentro dessa perspectiva, mais de 70 gestores da empresa se reuniram diversas vezes, até criar a “Mandala do Encantamento”, que norteia todas as estratégias do setor GFE. O ciclo é composto por Acolhimento (ter empatia, cuidar das pessoas); Conhecimento (Descobrir, compartilhar informações sobre a empresa, linhas de produto, etc); e Laços (agradecer, relacionar-se).
Nas cinco lojas da Acal, em Fortaleza e Caucaia, são 390 colaboradores que diariamente têm a chance de crescer, por meio da cultura do feedback (ou diálogo, na Acal) entre funcionário e gestor. “O foco nas pessoas é um grande diferencial, e todos ganham com isso. O colaborador tem a chance de conhecer de perto a política da empresa onde atua, e trabalha para crescer dentro dela; e a empresa também cresce quando tem dentro dela pessoas apaixonadas pelo que fazem”, conclui.




















