Há uma epidemia de ansiedade em vários países e a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta para um crescimento do transtorno internacionalmente. Inclusive, uma pesquisa da instituição colocou o Brasil como líder do ranking de países mais ansiosos do mundo. Atualmente quase 9.5% dos brasileiros são diagnosticados com a doença.
Entretanto, a ansiedade por si só é uma reação normal do corpo a situações estressantes. Por exemplo, uma grande viagem ou a antecipação de um discurso em público podem fazer com que qualquer um se sinta ansioso. Nesses casos, ela pode ser positiva, já que mantém o cérebro em um estado maior de alerta.
A grande questão é quando a ansiedade começa a atrapalhar o dia a dia da pessoa, impedindo-a de cumprir planos e reduzindo imensamente sua qualidade de vida. A partir desse ponto, trata-se de um transtorno de ansiedade.
O que é o transtorno de ansiedade
O transtorno de ansiedade é caracterizado por níveis excessivos de preocupação, que normalmente não correspondem à realidade. Assim, a pessoa com essa condição tem grande dificuldade em administrar seus medos e aflições, a ponto de não conseguir mais realizar atividades cotidianas, tendo sua rotina prejudicada. Os sentimentos variam de intensidade, mas costumam permanecer por alguns meses e as crises tendem a se tornar cada vez mais frequentes.
Para que haja o diagnóstico, é preciso marcar uma consulta com um psiquiatra. Só um médico da área poderá afirmar se, de fato, trata-se de um transtorno de ansiedade, já que existem diferentes maneiras que a condição se manifesta. Além disso, se houver necessidade de prescrição de medicamentos, é imprescindível que haja um acompanhamento profissional.
O tratamento psicoterápico também pode auxiliar bastante. Para isso, é preciso encontrar um terapeuta qualificado e de confiança para orientar o paciente sobre formas de controlar sua ansiedade.
Sintomas do transtorno de ansiedade
O transtorno de ansiedade é, como todos os transtornos mentais, extremamente relativo. Isso quer dizer que os sintomas e a forma com que a doença irá se manifestar dependerá de diversos fatores, desde características genéticas da pessoa à criação e hábitos adquiridos ao longo da vida.
Porém, existem alguns sintomas comuns aos quais é preciso se atentar:
Hipervigilância e inquietação
O transtorno de ansiedade pode fazer com que a pessoa sinta que está sempre em perigo, mesmo quando isso não é o caso.
Por isso, é comum que, em momentos de crise, muitos se sintam inquietos e muito atentos aos seus sentimentos ou a barulhos e movimentos ao seu redor.
Tensões e dores musculares
Por estar em constante estresse, o corpo tende a se tensionar. Por isso, é comum que músculos se enrijecem e doam um pouco.
As dores podem aparecer principalmente nas costas, pescoço e ombros.
Dificuldades para dormir
Também devido à intensidade das preocupações, não é raro que muitas pessoas com o transtorno tenham dificuldade para dormir, desenvolvendo quadros de insônia.
As poucas horas de sono também podem ocasionar cansaço e fadiga ao longo do dia.
Batimentos cardíacos acelerados
Pelo estresse, no ápice das crises, é comum que haja um aumento considerável dos batimentos cardíacos.
Em muitos casos, é possível que essa aceleração seja acompanhada de dores no peito. Por isso, às vezes, algumas pessoas que estão vivenciando uma crise de ansiedade ou de pânico pensam se tratar de um ataque cardíaco.
Sudorese acentuada
Por o nosso cérebro lidar com a crise de ansiedade como se estivéssemos em uma situação perigosa e de risco, muitos dos sintomas são respostas naturais do corpo ao estresse. Um exemplo é o suor acentuado.
Essa sudorese pode aparecer, principalmente, nas palmas das mãos e solas dos pés.
Tratamento do transtorno
Como dito anteriormente, é muito importante que, ao notar alguns desses sintomas ou outros similares, a pessoa procure um médico psiquiatra e busque acompanhamento psicológico. Entretanto, existem outras formas que podem auxiliar a controlar os níveis de ansiedade.
Uma dessas técnicas é a acupuntura. É provado que os estímulos causados pelas agulhas no corpo intensificam a liberação de hormônios e têm efeitos no sistema nervoso. Por isso, a acupuntura tem se mostrado como uma boa maneira de diminuir níveis de estresse e ansiedade.
Outra vantagem é que, diferente de tratamentos com ansiolíticos, a técnica é natural e não há grandes riscos ou efeitos colaterais. Entretanto, a acupuntura não deve substituir a medicação prescrita por um médico. Ela pode servir como uma ferramenta que, com tempo e o devido acompanhamento, pode levar à suspensão dos medicamentos ou potencializar seus efeitos.
Uma prática também muito aconselhada é a meditação. Por meio de uma rotina regrada da técnica, é possível controlar níveis altos de ansiedade. Isso porque a meditação preza pelo momento atual, focando-se no presente, sem as angústias do passado ou incertezas do futuro. Há uma concentração maior no estado do corpo, assim como na respiração. E técnicas de controle do sistema respiratório são tradicionais para auxiliar em crises de ansiedade.
Por fim, manter-se ativo fisicamente é um grande passo para diminuir os índices de estresse e ansiedade. A liberação de hormônios que ocorrem durante um exercício é essencial para manter o funcionamento pleno e saudável do cérebro. Além disso, atividades físicas promovem relaxamento dos músculos e maior elasticidade, que podem ajudar em vários sintomas físicos do transtorno de ansiedade.



















